segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O golpe


   Sem ação, nem reação. Palavras não existiam no vocabulário do ser que acabava de transformar seu entusiasmo em decepção e tristeza. O que era um sonho se tornou quase um pesadelo, por um triz. Não sei se devo agradecer a Deus por escapar do que seria chamado de maldade ou se devo me culpar por contar com o ovo no cu da galinha.
   Apenas quero me segurar do que chamam de depressão e, com isso, erguer minha cabeça e confiar de que há tempo para tudo e que o meu está por chegar. Não vou ficar olhando para o relógio, vou fingir que não estou esperando por nada. Quando eu menos esperar, mais uma vez estarei com frio na barriga e o coração quase explodindo de felicidade. É só esperar.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A sua palavra com verdade

   Nunca precisei tanto saber o que a pessoa do outro lado está sentindo. Eu quero tanto ouvir o que tem para me dizer, mesmo que não seja o que eu gostaria de ouvir. Eu não vou deixar de fazer nada por isso, apenas preciso saber. Pode me contar através de um poema, de uma música, de uma mensagem de texto ou qualquer meio de comunicação, só não me deixe tentar desvendar seus pensamentos e apenas descobrir o que eu queria ouvir e correr-me o risco de iludir.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Coração, diz pra mim

   Juntar as partes de um coração partido é a mais pura falsidade. Você acha que seu coração está preparado para se encontrar com um novo alguém até quando vier o destruidor e o partir novamente, fazendo você acreditar no que não parece existir. O beijo que se junta com a saudade, embola com o carinho e coloca em pedaços um coração imenso dentro de um corpo de menos de 60 quilos e chegando a 1,75 metros. Você se ilude quando acha que o ser devastador não mais faz parte da sua vida até o ver pessoalmente e se diluir como o açúcar na água.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Amigos? Amigos

   Qual regra devo seguir para ter amigos no mundo de hoje? Será que tenho que me enfiar no mundo das drogas e fumar um baseado com a moçada ou cheirar um pó com os “malucos”? Será que devo passar a ser um alcoólatra nato e estar num boteco de segunda a segunda, enchendo a cara com a galera? Ou tenho que ser fã número um de um artista qualquer, pesquisar tudo sobre ele, ter mil pôsteres pregados na minha parede, dizer que o amo para sempre e ainda completar que morreria por ele? Será que devo ser aventureiro, pular de pára-quedas ou fazer altas trilhas para ser o “doidão” da parada? Posso também ser rico, ter carro e levar todos os meus “amigos” para sair aonde quiserem ir, não é? Será que devo maltratar as pessoas, não estar nem aí para elas e seguir o que todos falam “deixa pra lá que depois corre atrás de você”?
   Ou eu posso continuar sendo eu mesmo e esperar que um dia eu consiga tudo o que eu quero? Amigos que vão me ligar para saber como estou, pessoas que vão me chamar para ir numa balada, ou tomar um sorvete, até mesmo acompanhá-las às compras, amigos que vêm me visitar sem ao menos tê-los chamado em minha casa. Ter alguém que me conheça da cabeça aos pés, ter amigos que vão querer passar o dia ao meu lado e, no fim dele, dizer que adorou passar o dia comigo.
   Quem eu devo ser: eu mesmo ou quem eles querem que eu seja?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Só eu, só



   Eu sinto todas as pessoas fortes, decididas, felizes, tomando atitudes certas e se encaminhando na vida. Eu percebo as pessoas sendo mais legais, mais inteligentes, mais certeiras. Eu julgo as pessoas mais espertas, corajosas, legais. Eu vejo as pessoas mais bonitas, portando aquilo que sempre quis, encantando a todos que desejou.
   Eu sinto uma pessoa fraca, mal decidida, infeliz, tomando atitudes não tão certas e mal se encaminhando na vida. Eu percebo essa pessoa bem dentro de mim, como se fosse somente ela que sentisse os piores sentimentos existentes e que nenhum outro ser humano presente passa pelos mesmos momentos.
   Essa pessoa presente dentro de mim sou eu mesmo. Sinto alegria ao parecer legal a alguém, me contento quando se interessam pela minha companhia. Me parece que todos os outros seres não choram, não têm problemas, são felizes sozinhos e que me fazem de bobo. Por mais que eu fale que cansei de passar por isso, amanhã caio na mesma armadilha.
   Só eu acredito que o meu inimigo de hoje pode virar meu amigo amanhã. Só eu, só.