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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

De mala e cuia



Se foi do mesmo jeito que chegou: de repente. A chegada uma surpresa, eu não sabia que viria. Na estadia, a certeza do que já previa. Os anjos não se batiam, se acariciavam.
Apertos de mão, troca de olhares, palavras soltas, motivação e gargalhadas marcaram. A cada batida de palma, um susto. Mais do que isso, uma mensagem: “acorda, vai ser feliz”.
Os 30 dias de presença não passaram, correram. As horas passeavam a metrô, os dias viajavam a trem bala. Cada minuto se tornava essencial, era momento de aproveitar. O tic-tac do relógio de ponteiro e o apito, avisando hora certa do relógio digital, mandavam a mensagem do passar de tempo. Era momento de aproveitar e memorizar cada momento.
Em meio a tanto desespero e avisos, promessas foram feitas. Dentre elas, a mais importante: “vamos ser para sempre”. O tempo estava acabando, o dia chegando. O calendário informava o dia, a mente captava a mensagem e a cabeça pirava. Os segundos se tornaram significativos. Era momento de aproveitar, memorizar e adorar cada momento.
O dia chegou. A ida foi necessária. Os sorrisos foram acompanhados de lágrimas. O brilho nos olhos me avisava que era hora de “shine forever”. A batida no coração me mostrava que cada momento foi suficiente para jamais esquecer um só minuto.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Amigos? Amigos

   Qual regra devo seguir para ter amigos no mundo de hoje? Será que tenho que me enfiar no mundo das drogas e fumar um baseado com a moçada ou cheirar um pó com os “malucos”? Será que devo passar a ser um alcoólatra nato e estar num boteco de segunda a segunda, enchendo a cara com a galera? Ou tenho que ser fã número um de um artista qualquer, pesquisar tudo sobre ele, ter mil pôsteres pregados na minha parede, dizer que o amo para sempre e ainda completar que morreria por ele? Será que devo ser aventureiro, pular de pára-quedas ou fazer altas trilhas para ser o “doidão” da parada? Posso também ser rico, ter carro e levar todos os meus “amigos” para sair aonde quiserem ir, não é? Será que devo maltratar as pessoas, não estar nem aí para elas e seguir o que todos falam “deixa pra lá que depois corre atrás de você”?
   Ou eu posso continuar sendo eu mesmo e esperar que um dia eu consiga tudo o que eu quero? Amigos que vão me ligar para saber como estou, pessoas que vão me chamar para ir numa balada, ou tomar um sorvete, até mesmo acompanhá-las às compras, amigos que vêm me visitar sem ao menos tê-los chamado em minha casa. Ter alguém que me conheça da cabeça aos pés, ter amigos que vão querer passar o dia ao meu lado e, no fim dele, dizer que adorou passar o dia comigo.
   Quem eu devo ser: eu mesmo ou quem eles querem que eu seja?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Uma amizade descrita em um filme!

   Se parássemos para pensar, nossa amizade daria um filme.
  O início desse filme se dá quando passamos um pelo outro no corredor da escola, e nem nos conhecermos! Nesse exato momento, você estaria pensando coisas sobre mim e eu sobre você. Coisas que às vezes não fazem sentido algum, mas que podem ser importantes no futuro.
  Por que na hora em que cruzamos no corredor, não pensamos em construir uma grande amizade? Será que é porque temos vergonha? Não! Porque nós analisamos aparência, e não como a pessoa pode ser psicologicamente.
   Diria agora que esse filme estaria entrando na parte 2, onde você deixa algo cair ou tromba em mim, e olhamos um para o outro e dizemos algumas palavras que podemos mostrar o quanto somos legais, amigáveis e educados.
   Parte 3, por algum motivo você se muda para minha sala e bem ao meu lado, a única carteira vazia! Você se assenta lá, e eu lhe reconheço como a pessoa que deixou algo cair ou que me deu uma trombadinha!
   Nesse momento, você me transmite sentimentos de tristeza por ter mudado de sala e não estar perto dos velhos e grandes amigos e,eu tenho como missão a partir de agora, lhe mostrar que a vida é feita sempre de coisas novas.
   Parte 4, por dificuldades na matéria, lhe peço uma ajuda. Você, por educação, me explica com detalhes onde tive dificuldades. Pronto, você é a minha mais nova amizade! A partir daí, você me conta coisas engraçadas, tristes, assuntos pessoais, sem mesmo perceber.
   Parte final, uma grande amizade construída por pequenos detalhes, que agora terá uma nova etapa: infelizmente vamos nos separar, mas nunca terminar. Este filme tem a parte final, pois “ele” tem de acabar, mas a amizade não.
   Essa, é pra sempre.