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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Espelho, espelho meu

   Nos últimos dias tenho me perguntado quem sou eu, o que eu tenho feito, por onde eu tenho andado. Às vezes me olho no espelho e logo pergunto: “Espelho, espelho meu, esse sou eu?”.

   Durante os passeios a pé, para espairecer, olho para a floresta ao meu lado e me pego pensando se tenho amigos e o que eles acham de mim. Analiso todas as pessoas caminhando ao meu lado, cada uma com um acompanhante. Olho e avalio como são entre si, as conversas, o jeito de ser de cada uma. Aplico em mim.

   Volto para casa querendo apenas ser alguém com um lugar reservado no mundo, ao lado de pessoas legais que não vão me deixar sozinho. Poder ser maduro o suficiente para não ter muitos amigos, mas amigos. Ser legal para não ficar sozinho. Ser amado para poder amar. Poder ter a chance de pegarem em minha mão e não querer largar jamais. Simplesmente descobrir quem sou eu, o que eu tenho feito, por onde eu tenho andado e quem eu vou ser daqui a alguns anos.

sábado, 26 de março de 2011

O menino e o guia


   Uma vez eu estava andando em uma praça bem movimentada, cheia de verde e luzes, com um alguém que conheci há pouco tempo, mas que parecia um companheiro antigo. Ele me guiava e me mostrava pessoas e lugares que iriam me fazer bem como se já me conhecia. Parecia um anjo, parecia que fazia parte de mim. Fazia-me sorrir nos momentos certos e me dizia palavras perfeitas. Resolvemos correr pela praça como duas crianças felizes e corremos. Eu corri muito, me distrai com tamanha felicidade e assim fui diminuindo a velocidade. Quando parei, olhei por todos os lados e não o vi mais. Simplesmente sumiu.
   Foi aí que me dei conta que eu estava andando na praça com o meu coração. Que, mesmo sem querer, dei ouvidos a ele e deixei ele me guiar pelo caminho que ele queria que eu seguisse. Foi aí que percebi o quanto foi importante passar tantas horas com meu coração e o quanto foi a relevância em ouvi-lo e deixá-lo tomar conta de mim.
   Então me toquei que estava caminhando, rindo e brincando comigo mesmo. Não tinha ninguém ao meu lado, foi tudo por conta da minha imaginação. Depois daquele passeio, meu coração tomou conta de mim e ele se tornou o meu guia.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Só eu, só



   Eu sinto todas as pessoas fortes, decididas, felizes, tomando atitudes certas e se encaminhando na vida. Eu percebo as pessoas sendo mais legais, mais inteligentes, mais certeiras. Eu julgo as pessoas mais espertas, corajosas, legais. Eu vejo as pessoas mais bonitas, portando aquilo que sempre quis, encantando a todos que desejou.
   Eu sinto uma pessoa fraca, mal decidida, infeliz, tomando atitudes não tão certas e mal se encaminhando na vida. Eu percebo essa pessoa bem dentro de mim, como se fosse somente ela que sentisse os piores sentimentos existentes e que nenhum outro ser humano presente passa pelos mesmos momentos.
   Essa pessoa presente dentro de mim sou eu mesmo. Sinto alegria ao parecer legal a alguém, me contento quando se interessam pela minha companhia. Me parece que todos os outros seres não choram, não têm problemas, são felizes sozinhos e que me fazem de bobo. Por mais que eu fale que cansei de passar por isso, amanhã caio na mesma armadilha.
   Só eu acredito que o meu inimigo de hoje pode virar meu amigo amanhã. Só eu, só.