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domingo, 23 de outubro de 2011

Tenho... saudade!


   Tenho tanta saudade de um tempo que talvez nem volte. Tempo esse que eu levantava às 5 e alguns minutos da manhã, me arrumava e esperava minha condução que passava às 6 e alguns minutos. Tempo esse em que desejava ir enfrentar os estudos, porque eu sabia que ia te ver.
   Tenho tanta saudade de um tempo em que passava poucos minutos longe de alguém tão especial e que ainda sentia falta. Lembro-me deste tempo com vontade de piscar os olhos e acordar nele.
   Recordo, em câmera lenta, de todos os circos e palhaços, Julie & Julia no cinema, de todas as itaipavas que não mais bebi, do karaokê que cantamos, do sofá que dormimos, da risada que demos da gargalhada do professor, do banho de chuva que tomei ao sair da sua casa e do intenso amor que vivemos em segredo.
   Falsos momentos e amores eu vivi depois. Nenhum deles completou a imensa saudade que sinto destas lembranças, que são maravilhosas e ao mesmo tempo dolorosas. Dolorosas por não voltarem mais.
   Eu sei que você talvez nem vá ler. Talvez nem se lembre de mim. Talvez nem se lembre dos dias mais felizes de minha vida. Você sumiu como uma areia vazando pelas mãos. Mesmo parecendo forte, eu me lembro de cada instante como se eu estivesse lembrando um sonho. Eu desejo a sua felicidade a cada segundo, a cada minuto, a cada hora que me recordo do seu rosto. Eu desejo encontrar alguém como você a cada segundo, a cada minuto, a cada hora que me dói lembrar o seu amor e não tê-lo mais.
   Quando algo é vivido de maneira especial e intensa, talvez nunca caia no esquecimento.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Coração, diz pra mim

   Juntar as partes de um coração partido é a mais pura falsidade. Você acha que seu coração está preparado para se encontrar com um novo alguém até quando vier o destruidor e o partir novamente, fazendo você acreditar no que não parece existir. O beijo que se junta com a saudade, embola com o carinho e coloca em pedaços um coração imenso dentro de um corpo de menos de 60 quilos e chegando a 1,75 metros. Você se ilude quando acha que o ser devastador não mais faz parte da sua vida até o ver pessoalmente e se diluir como o açúcar na água.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Aqui ou lá?

   Aqui estou frente a uma situação pela qual não sei sair. Sinto uma vontade imensa de estar ao seu lado como antes, tenho uma vontade imensa de lhe conquistar como havia conquistado na primeira vez em que você me disse “te amo”, tenho vontade de lhe dizer coisas bonitas e ouvir você dizer que foi a coisa mais linda que havia escutado.
   Não estou sabendo e nem conseguindo controlar todos os meus sentimentos em relação a você. A saudade vem de uma forma intensa que me dá vontade de fechar os olhos, e quando abri-los estar ao seu lado e lhe dar um abraço apertado; minha paixão vem de forma calorosa que me sinto com vontade de pegar sua mão e só soltá-la quando eu não tiver mais forças.
   São vontades que não sei como colocá-las em prática, você está tão distante e eu não posso escutar sua mente, não posso sentir seus sentimentos. Talvez você esteja conhecendo um alguém que esteja conseguindo tudo aquilo que eu tentei e falhei, talvez você não queira mais tentar, talvez você esteja distante de propósito.
   Fico em dúvida se estou lhe impedindo de ser livre ou se devo continuar fazendo aquilo que sinto vontade. Não sei se te deixo livre ou se luto por nós dois. Eu não sei se continuo te amando ou se procuro esquecê-lo.
   Faço o que for preciso por você, mas se eu tiver que lhe esquecer vai ser mais difícil do que ter te amado.