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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Errar é...

   O ser humano é capaz de tanta coisa e, você só percebe isso, quando você mesmo vê do que você é capaz. Eu aprendi que eu não sou perfeito. Eu aprendi que eu erro. E quando a gente erra, a vontade é de gritar, de desabafar, de sumir, de poder voltar no tempo e consertar tudo.
   Eu descobri que eu também erro. E eu descobri que errar é tão ruim. É tão mais fácil você perdoar um erro, do que cometer um erro. Você começa a decepcionar as pessoas, você começa a perder um pouco do que você tinha. O seu coração vai ficando vazio. A vida vai ficando vazia. Aí que tudo começa a não fazer sentido mais.
   Tenho certeza que você que está lendo, também já errou alguma vez. Alguns que erram, não estão nem um pouco se lixando para o que fez ou deixou de fazer. Como pode? Ou melhor, como conseguem isso? Eu prefiro não aprender.
   Errar é humano. E parar de errar, eu não vou. Sou um mortal. E como todo mortal, vou sair pelo mundo cometendo alguns erros que vão me deixar na mesma situação de agora. E depois, pedir para me tirar daqui. Não como um pedido de socorro, mas sim como uma forma de poder não magoar aqueles que eu amo.
   E assim, termino meu desabafo. E uma pessoa que se tornou importante pra mim, que me ajuda a viver nesse mundo bem difícil, me disse: “Cuidado com o que você escreve filho. Palavras proferidas ao vento não voltam.” Sim, não voltam. E é com imensa vontade de chorar que eu peço: perdoe-me?

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Um desabafo pela falta do pai


  Hoje percebi em outro coração, como um pai faz falta na vida de um filho. Minha irmã de apenas 4 anos, chora. Chora como se tivesse perdido algum brinquedo ou acordado assustada de um pesadelo. As lágrimas saiam de seu olho e se encontravam em grande quantidade em seu queixo. Cheguei perto para saber o que se passava e perguntei: "Por que está chorando?", sua voz não saía. Quem me respondeu, foi a pessoa que mais amamos em comum: a Mãe. Ela disse em voz calma e baixa: "Sentindo falta do pai.".   Aquilo pra mim foi uma prova concreta de que um pai é de muita importância para um filho.E parei pra pensar: também sinto falta do meu. E acabei me lembrando de um fato que aconteceu quando eu era um pouco mais novo. Dormia eu e minha mãe na mesma cama e de repente comecei a sentir falta do meu pai. Fiquei lembrando os bons momentos que passamos juntos, que brincamos juntos, que sofremos juntos e a partir daí, meu rosto se encheu de lágrimas.    Era a falta dele, do meu pai. Hoje minha irmã chorou a falta do pai dela. A única diferença é que ela vai vê-lo novamente em breve, e eu, não sei quando vou ver o meu pai. Você deve estar imaginando que o meu pai morreu, não.  Ele é apenas um pouco ausente dos meus atos, das minhas experiências de vida e assim por diante. E por hoje, é só.